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O texto é uma extração/resumo de um conteúdo um pouco mais completo, feito em colaboração para a PMFA News, fazemos uma abordagem sobre o envelhecimento e como a Fotografia Tridimensional atua no Rejuvenescimento Facial.

Visão sobre o Envelhecimento

Ao longo do processo de envelhecimento a capacidade de renovação celular torna-se mais lenta. O fibroblasto, principal célula da derme, reduz em número, com um importante prejuízo na função, com uma diminuição significativa na síntese de colágeno e de fibras elásticas, favorecendo a instalação da atrofia cutânea e da flacidez, com acentuação dos sulcos e comprometimento do contorno facial..
Além das alterações cutâneas, importantes mudanças também ocorrem no tecido celular subcutâneo (TCSC). Os adipócitos perdem volume comprometendo o revestimento facial, proporcionando a face um aspecto mais esqueletizado, com maior contraste entre saliências e depressões. A exemplo do que acontece com a pele, o tecido conjuntivo que estrutura o TCSC sofre importantes alterações, favorecendo a instalação da flacidez gordurosa, com acentuação dos sulcos nasogenianos, das “linhas de marionete” e comprometimento do contorno facial.
Se não bastassem as alterações cutâneas e de TCSC, importantes alterações musculares também ocorrem na face ao longo do envelhecimento. Grupamentos musculares como os elevadores do lábio superior, zigomáticos maior e menor, assim como o risório, passam a apresentar comprometimento de tônus, trofismo e função, colaborando para instalação da flacidez, esqueletização facial e comprometimento do metabolismo loco-regional, intensificando o sofrimento dos planos suprajacentes.

O Papel da Fotografia 3D no Diagnóstico

O exame físico é parte essencial na avaliação do paciente. Identificar e elencar as alterações supracitadas é fundamental para que ele possa entender quais são as suas necessidades, facilitando assim a adesão aos tratamentos propostos.
A fim de melhor entender as alterações faciais impostas pelo envelhecimento, assim como auxiliar no desenvolvimento de protocolos que possam colaborar na restauração da harmonia facial, o registro fotográfico 3D tem se mostrado como uma importante ferramenta.
Com os recentes avanços tecnológicos é possível capturar as imagens 3D com câmeras portáteis, altamente versáteis, que de maneira prática podem ser facilmente empregadas por médicos na rotina de seus consultórios.
Os programas de análise das imagens, empregados na avaliação das fotos capturadas pela máquina, são intuitivos e altamente informativos, fornecendo uma gama enorme de dados.
Na avaliação da pele, informações sobre oleosidade, textura cutânea, rugosidade e alterações pigmentares são fornecidas por máscaras específicas, permitindo ao médico assistente a comprovação e uma real mensuração da importância das alterações encontradas ao exame físico.
Na avaliação do subcutâneo, o registro fotográfico 3D permite a avaliação dos déficits volumétricos, a mensuração da importância dos sulcos, bem como as influências deste plano anatômico no comprometimento do contorno facial.
Os dados registrados para cada paciente são comparados com informações referente a média populacional para cada faixa etária, quantificando o grau da importância das alterações apresentadas pelo paciente em estudo.

A Versatilidade do 3D no Plano de Rejuvenescimento

Além de auxiliar na melhor avaliação, o registro fotográfico 3D permite a elaboração de protocolos de tratamento mais assertivos e o claro entendimento e aderência dos pacientes. O registro fotográfico 3D pode ser empregado ainda como um parâmetro de controle na avaliação da melhora clínica e da efetividade dos tratamentos utilizados.

Fig 1 mensuração do volume injetado em paciente submetida a preenchimento com ácido hialurônico em região malar e de mento. Mensuração precisa da área tratada e facilidade para registro e comunicação com o paciente.

A padronização fotográfica é fundamental para uma avaliação dos resultados sem vieses. Muitas vezes um registro sem os cuidados com a iluminação, foco e distancia podem comprometer a avaliação pos procedimento. Com os recursos da máquina 3D, muitos desses problemas são solucionados, e é ainda possivel a avaliação em posições não habitualmente avaliadas.

Fig 2 vista cranio-caudal de paciente submetida a preenchimento com ácido hialurônico em região malar e de mento. Nota-se mudança na volumetria da região malar da paciente, com contorno mais uniforme e transição mais suave na área sinalizada.

O uso da tecnologia 3D facilita a comunicação com os pacientes, tornando clara pequenas mudanças dos tratamentos com injetáveis.

Fig 3 paciente submetida a preenchimento com ácido hiluronico em regiao malar e de mento. Nota-se melhora do contorno da mandíbula, da flacidez do submento e atenuação das sombras do sulco nasogeniano.

Em nossa experiência, a maquina 3D LifeViz da Quantificare tem se mostrado uma importante ferramenta, auxiliando na avaliação facial e na elaboração de protocolos de restauração facial mais efetivos, além de facilitar a comunicação com os pacientes.

Referências

O post tem como base o conteúdo desenvolvido pela equipe formada pelos Médicos:

Ricardo Frota Boggio, MD, PhD.
Membro Titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica
Member of American Society of Plastic Surgeons
Member of Intertational Society of Aesthetic Plastic Surgery
Doutor em Ciências pela Universidade de São Paulo

Fabio Lopes Saito
Membro Titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica
Member of American Society of Plastic Surgeons
Disclosure – medical consultant Allergan

Você pode conferir o texto completo no artigo publicado pela PMFA News: http://www.pmfanews.com/features/post/3d-photography-in-facial-rejuvenation

Fábio Saito

Cirurgião Plástico com formação pela USP e membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, Sócio Diretor da Essere Clínica Médica, apreciador de um bom café e de bons momentos da vida. No Insta você pode mandar DM no @fabiosaitocirurgiaplastica