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Vamos ver um pouco mais sobre o quão abrangente pode ser essa arte de dobrar papel, o texto é da Paula Quiñónez.

Logo que um papel para em minhas mãos, ele corre um sério risco de tomar uma outra forma, desde um simples e tradicional barquinho até um complexo origami de muitos e muitos passos.

Origami surgiu em minha vida de forma lúdica e tornou-se paixão e, posteriormente, profissão.
A princípio, a maioria das pessoas tem o primeiro contato com Origami como forma de passar o tempo, distração ou apenas uma forma interagir melhor com os próprios filhos.

Hoje temos o Origami não apenas como uma forma de arte ligada ao lúdico infantil. Ele também é visto como uma forma de terapia, não só ocupacional, mas para recuperação e desenvolvimento da coordenação motora fina para idosos e pessoas que se recuperam de cirurgia nas mãos.

A arte já é utilizada como ferramenta de desenvolvimento de coordenação para crianças principalmente, a partir dos 5 aos 7 anos de idade.

Na minha experiência como professora de origami para diversas idades, é visível uma melhora na coordenação de jovens, adultos e idosos ao praticarem tal arte.

Digo que o Origami é uma arte acessível, um simples pedaço de papel sulfite ou até uma folha de revista e tchan nan: podemos dobrar pro infinito e além, e com diversos pontos positivos quando praticada.

A memória vai sendo ativada normalmente após a terceira tentativa, a sequência de dobras começa a ficar automática sem tanta consultas aos diagramas ou vídeos de passo a passo.


Aquele tsuru “atropelado” que normalmente surge na primeira vez que dobramos começa a ficar mais definido, e assim sucessivamente até a dobra sair “perfeita”. A coordenação começa a ficar mais precisa, a pessoa começa a se preocupar menos com o passo a passo e passa a ter foco nos detalhes. Movimentando as mãos com mais cuidado e aceitando desafios maiores, escolhendo dobras mais complexas para exercitar. A concentração e foco aumentam, ajudando quando precisamos nos “desligar” do mundo ou para ajudar a limpar a mente, e muitas vezes auxiliando para achar soluções em assuntos que nos preocupam.

Então vamos dobrar?

Entre em contato com a Autora:
paula@origirl.com
www.facebook.com/origirl.br
https://www.instagram.com/origirl_br/

Fábio Saito

Cirurgião Plástico com formação pela USP e membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, Sócio Diretor da Essere Clínica Médica, apreciador de um bom café e de bons momentos da vida. No Insta você pode mandar DM no @fabiosaitocirurgiaplastica