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Viagens longas de avião são um fator de risco para trombose venosa profunda. Este fenômeno é conhecido como Síndrome da Classe Econômica ou Síndrome do Viajante.

Trombose venosa profunda significa a formação de um coágulo no interior das veias do sistema profundo, que ocorre mais frequentemente nos membros inferiores. Este coágulo pode levar a sintomas importantes por obstrução da circulação venosa local (dor, inchaço, alteração da pele) ou pode se soltar e chegar aos pulmões, ocasionando uma embolia pulmonar, que pode cursar com falta de ar, queda da pressão e, em casos mais graves, até a morte.

A pouca mobilidade durante a viagem, a baixa umidade do ar e altitude facilitam o aparecimento de trombose venosa, principalmente em pessoas que já têm algum fator de risco (uso de pílulas anticoncepcionais, obesidade, gravidez, puerpério, cirurgia recente, insuficiência cardíaca).

Em viagens maiores que seis horas, alguns cuidados devem ser tomados para evitar esta complicação: ingerir líquidos, fazer movimentos com os pés para estimular as panturrilhas, evitar tomar sedativos, levantar algumas vezes do assento. Esses cuidados também devem ser tomados em viagens em carros ou trens.

Um médico deve ser consultado para avaliar necessidade de cuidados adicionais, como uso de meia elástica ou injeção de heparina.

Fábio Saito

Cirurgião Plástico com formação pela USP e membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, Sócio Diretor da Essere Clínica Médica, apreciador de um bom café e de bons momentos da vida. No Insta você pode mandar DM no @fabiosaitocirurgiaplastica